Mercado gospel na balança III: Concertos de música gospel

Os produtores de eventos têm muito por fazer para credibilizarem seus eventos e “disciplinarem” o público.

Pastou Maiomona Afonso esteve no evento e intercedeu pelos músicos.

Concerto de música gospel é encontro de oração,  comunhão e exaltação a Deus

Atrasos
Os atrasos já se tornaram marca dos concertos de música gospel. Talvez por isso, muita gente aflui o local de determina actividade uma ou duas horas depois do horário publicitado.

Indisciplina
Quem conversa com produtores de eventos, já sabe que há artistas indisciplinados e que muito pouco se parecem com músicos cristãos. A fama está atordoar muita gente.
Atrasam sem justificativos plausíveis, quando chegam querem prioridade para cantar. Já testemunhei “bate boca” entre músico e produtor de evento.

Competição
É notório um espírito exacerbado de competição entre músicos. Competição entre adoradores é perigosa e desvirtua completamente a sua missão. Ao invés de ajuntar, espalham.

Som e acomodação
Alguns organizadores já oferecem qualidade de som e acomodação que devemos reconhecer. Outros ainda estão muito longe disso.

Secularização dos concertos
Os concertos de música gospel, se diferem dos de música secular pelo propósito. Se o secular visa o entretenimento e o lucro, o gospel vai além disso. Concerto gospel é encontro de oração, reflexão, comunhão, exaltação a Deus, que para ser organizado precisa de recursos e os interessados (público) contribuem comprando ingressos e também, porque não, serve de fonte de receitas para quem dedica seu tempo útil ao ministério de louvor.

Muitos concertos realizados com o rótulo de gospel, na prática foram concertos seculares com músicos cristãos. Parece paradoxal, mas é verdade.

Uma das coisas que os organizadores não devem ignorar, o apresentador é “peça” fundamental para trazer o espírito de adoração ao evento e o pregador para trazer a mensagem de Deus. É bom lembrar, que tal como na igreja, ao concerto vão pessoas com todo tipo de enfermidade e mais do que saltitar, precisam de uma palavra de “cura”.

Remuneração
Aqui “chegamus nu prubulema”.
Fazer um concerto tem custos. A depender da sua dimensão, estes custos podem ser elevados. Mas é aqui onde está o problema. Muitos organizadores, fazem contas para aluguer de espaço, equipamentos, publicidades, etc, mas para artistas convidados, nem mesmo um valor para o transporte querem dar. Pior, as vezes preparam cachê para “o/a artista estrela” e os outros “obrigados” a contentarem-se em subir ao palco onde serão vistos por centenas de pessoas.

É incompreensível como um músico nas vestes de organizador de evento queira seus colegas a titulo gratuito no seu evento, mas quando ele é convidado, já cobra um determinado cachê.

Os organizadores de eventos precisam melhorar as suas estratégias para conseguirem rentabilidade que lhes permitirá manter ciclo de actividade que sucedem-se umas das outras e manter satisfeitos seus colaboradores. Não é fácil, impossível também não.

Precisam melhorar suas estratégias de comunicação e de marketing. Aqui está o segredo do sucesso.

Espero ver em 2018, concertos super lotados, músicos recompensados e organizadores livres de dívidas. 

 

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Gil Lucamba

Jornalista, Consultor/Gestor de Mídias Sociais. Fundador do portal de notícias Arautos da Fé.

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