Imagem de capa da notíciaEspecialistas destacam a importância da vacina BCG para os recém-nascidos
Luzia António considerou a prevenção uma medida fundamental para o bem-estar das crianças, que deve constar do calendário básico de vacinação de rotina. “É um meio de prevenção contra todas as formas graves de doença, em especial a tuberculose”, esclareceu.
O cumprimento do calendário, destacou, tem sido um desafio por parte dos especialistas, através do Programa Alargado de Vacinação (PAV), que tem feito campanhas de sensibilização para as mães, gestantes e a população sobre a importância das vacinas na protecção das crianças.
“A procura pela vacina BCG tem sido uma das prioridades das parturientes logo ao nascimento do bebé, para reforçar a imunidade e prevenir de certas doenças oportunistas que podem surgir na fase de crescimento da criança”, realçou.
A vacina BCG, frisou, pode ser administrada ao bebé até aos 11 meses e 29 dias, mesmo que não tenha sido feita inicialmente. “Não há nenhuma reacção, nem contra-indicação para a criança. Ao contrário, é muito importante se o bebé for prematuro e não tiver imunidade”, afirmou.
Dentro do compromisso para com os utentes e a humanização e promoção da Saúde, o Centro de Saúde da Samba administrou 402 diferentes tipos de vacina, das quais 44 dose da BCG em recém-nascidos, informou, ontem, a directora clínica da unidade sanitária, Rosa Manuel.
Das patologias assistidas, avançou, tiveram o registo de 201 casos de doenças respiratórias agudas, 163 de malária, 70 de problemas de nutrição, 27 de diarreias agudas, 18 de hipertensão arterial e 19 de traumatismo. “O centro atendeu, na semana passada, 122 mulheres em sessões de planeamento familiar”, disse.
Sambizanga
Trezentos e três pacientes com diferentes patologias foram socorridos na semana passada, no banco de urgência do Centro de Saúde do Sambizanga, em especial 350 no Programa Alargado de Vacinação (PAV), disse a directora clínica da instituição, Augusta Chandicua.
A enfermeira avançou, ainda, que entre os pacientes, 176 foram observados com malária, 84 com doenças respiratórias agudas, 63 com desnutrição, 18 com infecção urinária, 12 com hipertensão arterial, nove com febre tifóide e oito com doenças diarreicas agudas.
Talatona
O Hospital Municipal de Talatona prestou assistência médica e medicamentosa a 128 pacientes com doenças respiratórias agudas, 76 com malária, 17 com problemas gastrointestinais, 15 com infecção de trato urinário, 11 com diarreias agudas, 10 com hipertensão arterial, 17 por acidente de viação e quatro com trauma por agressão física informou a chefe do banco de urgência, Isabel dos Santos.
A médica frisou que na área de Ginecologia e Obstetrícia foram observadas 102 mulheres grávidas, das quais, 18 tiveram bebés.
Neves Bendinha
O banco de urgência de queimados do Hospital Geral Especializado Neves Bendinha atendeu, no último fim-de-semana, 44 pacientes com diferentes tipos de queimaduras, sendo 26 crianças e 18 adultos, devido à gravidade das queimaduras, informou, ontem, a directora clínica, Antonieta Guilherme.
Sobre as causas, a médica explicou que 41 casos aconteceram em casa e foram provocados por líquidos fervente, com 31 registos e gás butano, com três.
Kilamba Kiaxi
Quinhentas e vinte e quatro crianças, de até cinco anos, foram vacinadas dentro do Programa Alargado de Vacinação (PAV), na semana passada, no Hospital Geral Especializado do Kilamba Kiaxi, informou, ontem, a directora clínica da instituição.
Rosa André disse que o serviço de pediatria assistiu 1.310 crianças, sendo 853 nas consultas externas e 457 no banco de urgência. “As principais patologias registadas foram as doenças diarreicas agudas, com 234 casos, a diarreia, com 191, e a malária, com 121”, avançou.
O serviço de maternidade, acrescentou, observou 594 mulheres e realizou 111 partos, entre os quais nove por cesariana.
Cazenga
A equipa médica do Hospital Municipal do Cazenga vacinou, na semana passada, 89 crianças, num total de 414 que acorrem às consultas àquela unidade sanitária, disse a directora-geral.
Maria Adelaide referiu que as principais patologias registadas foram a malária, com 140 casos, broncopneumonia, com 25, e a diarreia, com 38 casos. A área de medicina, adiantou, atendeu 144 casos de malária e 13 de doentes com diarreia.
A equipa médica do Hospital Geral dos Cajueiros socorreu, na semana passada, 3.416 pacientes, dos quais 809 com malária, informou o director clínico da unidade hospitalar.
Tomás Fernandes destacou o registo de outras patologias como a hipertensão (251), a diarreia (249), as doenças respiratórias agudas (220) e a tuberculose (59) que também foram motivo de preocupação. O hospital, frisou, assistiu 128 pacientes vítimas de acidentes de viação.
Camama
O Hospital Geral de Luanda registou, na semana finda, 9.130 pacientes com diversas patologias, com destaque para a malária (564), as doenças respiratórias agudas (438), a hipertensão (190), a diarreia (83) e a tuberculose (39), avançou o director clínico da unidade sanitária.
Magalhães Sobrinho referiu que, no mesmo período, o serviço de ortopedia observou 408 pacientes vítimas de queda, 171 de acidentes de viação, 95 de agressão física, 86 de atropelamento e 69 de ferimento provocado por arma branca.
Centro de Saúde da Samba tem vacinas disponíveis para a imunização dos bebés
Victória Cardoso, de 30 anos, mãe de três filhos, teve o parto, no domingo, na maternidade do Centro de Saúde da Samba e conta que tudo correu bem. Embora conheça muitas histórias de mães a reclamar sobre a escassez da vacina BCG, contou que no centro não teve essa dificuldade.
Após o parto, disse, o bebé foi imunizado com a vacina.
A enfermeira em serviço, Luzia António, explicou que a mãe e o bebé encontram-se em bom estado de saúde e depois de 30 dias ela pode voltar com o filho para apanhar a outra dose de vacina, de acordo com o calendário básico de vacinação de rotina.
“A BCG é essencial para o bebé, pois previne contra a tuberculose e de certas doenças que provocam a paralisia dos membros inferiores.
Por isso, apelo às mães a redobrarem a atenção com os bebés e a irem sempre às consultas de rotina e a cumprirem todas as vacinas que constam no calendário de vacinação”, disse:
Fonte: JA