O Conselho das Igrejas Cristãs em Angola (CICA) realizou, ontem, em Luanda, em parceria com a Associação Votoka, a primeira conferência nacional sobre “O papel da Igreja na prevenção da fístula obstétrica”.
O secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, defendeu que os que padecem desta doença tenham assistência 24 horas ao dia. As mulheres afectadas com esta patologia, referiu, podem ser sensibilizadas a fazer o tratamento, por meio da homilia.
“As Igrejas são parceiros do Estado e ajudam na partilha de informações”, lembrou, acrescentando que o papel mobilizador e educativo da igreja pode ajudar a reduzir, significativamente, os casos de fístula obstétrica.
A fístula obstétrica, explicou, é uma ruptura no canal vaginal, geralmente causado por partos demorados ou obstruções na hora de dar à luz e, também, pela ausência de cuidados médicos.
A directora-geral do Hospital Materno Infantil Azancot de Menezes disse que a fístula obstétrica é um problema que afecta as mulheres de vários países africanos e Angola não é excepção. Manuela Mendes destacou que o mais importante é as vítimas deste mal saberem que há um tratamento.
“Muitas mulheres que padecem da doença, geralmente, ficam sozinhas e não se declaram doentes. É preciso que as pessoas quebrem os tabus e falem abertamente sobre o assunto”, destacou, além de pedir pela criação de um movimento social em defesa destas.
O secretário-geral do CICA, Vladimir Agostinho, referiu que, no meio da comunidade cristã, a vergonha, isolamento e segregação estão entre as atrocidades enfrentadas pelas centenas de mulheres em todo o mundo que sofrem de fístula obstétrica.
Depois desta formação, disse, os líderes religiosos vão estar em condições, a partir dos cultos, de despertar a comunidade cristã sobre o que é a fístula obstétrica.
Fonte: JA
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