Pastores preparam marcha pacífica pela liberdade de culto

A Ordem dos Pastores evangélicos de Angola (OPEA) assegurou que será realizada uma marcha pacífica pela liberdade de culto em solidariedade às igrejas encerradas em Cabinda e demais províncias.
Presidente da Ordem dos Pastores Evangelicos de Angola(OPEA), Pedro de Boaventura. (Foto: OPaís)

Presidente da OPEA, Pedro de Boaventura. (Foto: OPaís)

A instituição para-eclesiástica com personalidade jurídica própria ao abrigo do Diário da República – iii série – nº 154 – datado de 27.12.2005 (OPEA) assegurou na ultima Quinta-feira,22, em Luanda, numa conferência de imprensa, que a marcha pacífica pela liberdade de culto está marcada para o dia 01 de Dezembro, pelas 09 horas, a partir do cemitério da Santana, por se registar o constante abuso de poder por parte das autoridades e o encerramento de diversas “igrejas” à margem da Lei.
 
De acordo com o documento a que OPAÍS teve acesso, os pastores referem que, atentando contra o teor do disposto no decreto conjunto do Ministério da Cultura nº 01/2018 de 04 de Outubro e em virtude do seu concumitante impacto social, manifestam a sua preocupação pelos transtornos que têm resultado da aplicação do mesmo, pelo que apresentam a sua indignação.
 
Manifestam-se também indignados pelo facto de os servidores públicos não atenderem as diversas solicitações para esclarecimentos e contribuições, bem como por “estar a agir de forma musculada ao não se pronunciar sobre as diligências feitas junto do INAR, dos Ministérios executores do Decreto e da Presidência da República, dentre outros órgãos estatais”.
 
Os religiosos esclarecem que o Executivo deve perceber e compreender que a actuação das Igrejas em muitos aspectos, mormente questões espirituais transcendem a competência e função do Estado.
 
Entendem que, além de tomar medidas tendentes a sanar os excessos relacionados ao fenómeno religioso, deviam não só consultar a Ordem dos Advogados e a dos Psicólogos de Angola, mas também consultar e dialogar com os diversos actores eclesiásticos como a Ordem de Pastores Evangélicos de Angola , que representa os diversos ministros de DEUS em todo país.
 
O estado e a Igreja
Os líderes religiosos asseguram que a Igreja sempre cooperou com o Estado na prossecução das políticas sociais tendentes à pacificação social, ao resgate de valores morais e cívicos, assistência social aos mais vulneráveis e necessitados, à pronta intervenção face às calamidades naturais, na educação e formação técnico-profissional, na intercessão para o alcance da paz política e reconciliação nacional, etc. “A igreja sempre foi um parceiro estratégico de revestida importância para o Estado angolano, cumprindo sempre o seu papel da melhor forma possível e dentro das suas atribuições e competências”. declarou. 
 
Acção social da Igreja
Defendem que as igrejas, no âmbito da sua função social, ajudam a combater a criminalidade, o uso de drogas e substâncias psicotrópicas, a retirar pessoas do vício da prostituição e da delinquência, a dirimir conflitos familiares, união e reconciliação das famílias, educar o homem como um ente social, entre outros.
 
Encerramento da Igreja
A OPEA reiterou que o encerramento das distintas confissões religiosas sob pretexto de estarem a funcionar nos quintais, terraços, armazéns e estabelecimentos comerciais vem ainda inconscientemente, esta medida resultará certamente no aumento da criminalidade, consumo de drogas ou substâncias psicotrópicas e outros que atentam contra a sã convivência social. 
 
Fonte: OPaís

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