Pastores condenam o negócio dentro Igreja

Três pastores que participaram Terça-feira (14.11), em Luanda, no habitual debate livre da TV Zimbo, condenaram o negócio como peça principal da missão da Igreja como base de sustento da sua existência.  

O uso da fé para obtenção do

Pastores condenam o negócio dentro Igreja

Os pastores Daniel Ntoni a Nzinga, Elias Mateus Isaac, Deolinda Dorcas Teca e a psicóloga Maria de Encarnação Pimenta, falavam no debate televisivo intitulado “O uso da fé para obtenção do lucro”.

Para o Revº Isaac, o mandato de Deus para uma Igreja não é de fazer negócio e nem tão pouco existe mandato bíblico que a orienta a dedicar-se ao negócio. “O único mandato é de evangelizar” disse lamentando existir Igrejas que fazem abertamente o negócio.

Por seu turno, o Revº Daniel Ntoni a Nzinga é de acordo que a vocação principal da Igreja é proclamar o Evangelho salvífico que se encontra em Cristo Jesus. “Posso aceitar a Igreja tentar fazer negócio para sustentar alguma situação mas não deve ser a peça principal da sua missão”.

Enquanto a Revª Deolinda Teca denuncia movimentos religiosos que nascem como cogumelos em vez de usar apenas a palavra de Deus inventam outros procedimentos para justificarem a existência. Neste capítulo, a Secretária Geral do CICA é de opinião que a saúde mental e emocional é a questão fundamental e deve merecer a análise da sociedade.

A Drª Maria de Encarnação Pimenta disse no decorrer do debate não concordar que os objectos religiosos sejam comercializados dentro do recinto da Igreja muito embora a venda dos mesmos ser subjectivo.

Ao longo do debate, os interlocutores concordam que, o Evangelho é total e a Igreja deve proclamá-lo para atingir o homem na totalidade o que afasta a teoria que diz, o médico deve olhar para a saúde física e o pastor para o espiritual. Neste capítulo, a psicóloga angolana ao lado dos pastores defendeu a saúde preventiva das comunidades. “Se a saúde preventiva não funcionar, o fenómeno do uso da fé para obtenção de lucro vai continuar”. De acordo com as suas palavras, algumas seitas aproveitam a pobreza e o analfabetismo dos seus membros para tirar dividendos ou lucro fácil.

Evangelho da Prosperidade
A Reverenda Deolinda acredita também que o Evangelho em si é próspero. “É um pensamento errado considerar Deus como um patrocinador. Ele faz-nos próspero através da obediência da sua palavra”, frisou ao acrescentar, só existe um Evangelho que é de Jesus Cristo e não existe o Evangelho da Prosperidade. “Tudo que fazemos é o resultado da nossa fé”, defendeu.

O Revº Daniel Ntoni a Nzinga, anunciou que, o Evangelho da Prosperidade não é novo e ganhou terreno com o nascimento do movimento neopentecostal no mundo, enquanto o seu homólogo Elias Isaac Mateus acusa algumas seitas de vender a fé para que as pessoas tenham misericórdia. Para ele, o projecto Igreja não é humano, é de Deus. “Eu não tenho problemas da prosperidade das pessoas, até faço isso ajudando muitos a prosperar na vida”, considerou.

Milagres em nome do Senhor
Quanto aos milagres que acontecem na vida das pessoas, os interlocutores daquele debate livre questionaram os promotores de tais eventos. “Quem faz milagre é Deus mas a publicidade vai em nome de uma pessoa, como justifica?”.

Os pastores defenderam sem papa na língua que o servir não requer dividendos porque somos chamados para servir e nesta relação de pastor e quem beneficia de milagre temos que enaltecer a fé e o pastor não deve sentir-se orgulhoso.

Em jeito de conclusão, os participantes ao debate solicitaram ao Estado em investir muito na educação e os pastores devem continuar a buscar o refrescamento para aumentar seu conhecimento assim como o Evangelho não deve ser visto com o número de pessoas que evangelizamos.

Fonte: Flash do CICA

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