Papa recomenda psiquiatria quando homossexualidade se “manifesta na infância”

NA viagem de regresso a Itália, a após a visita a Irlanda, o papa Francisco recomendou aos pais o recurso à psiquiatria assim que estes se apercebam de tendências homossexuais dos filhos durante a infância. 

Papa diz que ignorar um filho ou uma filha com tendências homossexuais revela falta de paternidade ou maternidade

Papa diz que ignorar um filho ou uma filha com tendências homossexuais revela falta de paternidade ou maternidade

“Quando [a homossexualidade] se manifesta na infância, a psiquiatria pode desempenhar um papel importante para ajudar a perceber como as coisas são. Mas é outra coisa quando ocorre depois dos vinte anos”, respondeu o papa a um jornalista, a bordo do avião que o transportava da Irlanda para Roma.

Questionado sobre o que diria aos pais com filhos homossexuais, o representante máximo da Igreja Católica afirmou que lhes pediria “que rezem, que dialoguem e que entendam, mas que não condenem”.

Por fim, defendeu que o “silêncio nunca será uma cura” porque, sublinhou, “ignorar um filho ou uma filha com tendências homossexuais revela falta de paternidade ou maternidade”.

 

Papa acusado de ignorar e encobrir comportamentos homossexuais e pedófilos do cardeal norte-americano Theodore McCarrick

O papa não considerou no domingo necessário comentar várias acusações contra ele que constam do texto de um arcebispo, de que teria ignorado durante o seu pontificado acções do cardeal norte-americano Theodore McCarrick, acusado publicamente em Julho de abuso sexual.

“Não vou dizer uma palavra sobre isso, acho que o comunicado fala por si”, declarou o papa Francisco, quando questionado durante o voo que o levou de regresso a Roma após a visita à Irlanda.

Um ex-núncio em Washington, o arcebispo Carlo Maria Vigano, acusou o papa Francisco, numa carta aberta publicada no fim de semana, de ter anulado sanções contra o cardeal McCarrick e de ter ignorado as descrições do seu comportamento homossexual predatório junto de jovens seminaristas e sacerdotes.

“Eu li o comunicado esta manhã”, disse o papa aos jornalistas que o acompanharam no avião, referindo-se à carta.

“Leiam o comunicado atentamente e façam o vosso próprio julgamento”, acrescentou.

“Têm capacidade jornalística suficiente para tirar conclusões. É um ato de confiança. Quando passar algum tempo e vocês tiverem tirado as conclusões talvez eu fale, mas gostaria que a vossa maturidade profissional fizesse isso”, adiantou o pontífice.

“A corrupção atingiu o topo da hierarquia da Igreja”, disse o arcebispo Vigano na sua carta aberta, chegando a exigir a renúncia do papa Francisco.

O arcebispo Vigano, de 77 anos, escreveu uma carta de 11 páginas publicada no domingo por alguns meios de cariz conservador em vários países, na qual o prelado acusa outros membros da Curia de formarem um ‘lobby gay’ e de encobrirem as acusações contra o cardeal norte-americano.

A carta baseia-se em acusações pessoais e o prelado não aponta qualquer documentação ou prova.

O embaixador do Vaticano escreve que Francisco conheceu o caso a 23 de junho de 2013, porque ele próprio o comunicou “e continuou a encobrir o cardeal ex-arcebispo de Washington, McCarrik”, adianta.

Em junho passado, McCarrik, de 88 anos, foi afastado do colégio cardinalício e o papa argentino “ordenou a sua suspensão do exercício de qualquer ministério público, assim como a obrigação de permanecer na casa que lhe será destinada para uma vida de oração e penitência”.

Vigano explica na carta que em 2013 foi o mesmo pontífice quem lhe perguntou: “Como é o cardeal McCarrick?, ao que o informou que aquele corrompeu gerações de seminaristas e sacerdotes e que o papa Bento XVI o mandou retirar-se para uma vida de oração e penitência”.

Informou também que havia informação de tudo na Congregação para os Bispos.

O papa realizou uma visita de dois dias à Irlanda, onde visitou um famoso templo e rezou missa, depois de se ter encontrado com vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do clero ou por autoridades e instituições católicas.

Francisco passou 90 minutos no sábado a falar com oito vítimas de abuso, incluindo duas que foram forçadamente dadas para adoção quando nasceram, porque as mães não eram casadas.

São alguns dos milhares de adotados irlandeses, cujas mães solteiras foram forçadas a viver em casas de trabalho.

Uma vítima, Clodagh Malone, disse que Francisco ficou “chocado” com o que lhe contaram, mas “ouviu cada um com respeito e atenção”.

Fonte: Visão

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