“Temos cantores, pregadores, pastores, bispos, diáconos, poetas que nunca se converteram”

Líder de um ministério jovem, o Pastor Pedro Guimarães, acedeu ao convite do portal Arautos da Fé, para abordar assuntos que marcam a vida dos cristãos. Para o Pastor do Tabernáculo Casa de Oração, muitos dos fenómenos que se registam na nossa sociedade, são fruto da falta de conversão de muitos líderes religiosos, ao quais teceu críticas. Ainda na entrevista, conduzida pelo jornalista Gil Lucamba, o Pastor falou dos programas que a sua Igreja leva a cabo, como o de pregar o Evangelho em todas as cadeias de Luanda.

Pastor Pedro Guimarães

Pastor Pedro Guimarães

AF: Quem é Pedro Guimarães?
PAG: A paz do Senhor! Deus abençoe todos os irmãos.

Chamo-me Pedro António Guimarães, nasci aos 24 de Julho de 1992. Sou Pastor nesta Igreja a caminho de 3 anos, como pregador a caminho de 5 anos.

Quando é que sentiu o chamado para o ministério?
PAG: Venho de uma família religiosa, mas nunca fui muito religioso. Na família da minha mãe, 90% são metodistas, excepto a minha mãe que é da Assembleia de Deus Pentecostal. Passei lá uma boa parte da minha infância, mas infelizmente, depois me desviei para o caminho das drogas até aos 18/19 anos, quando comecei a conhecer a Palavra. De lá para cá, tive uma vida diferente. Quando me deparei com a Palavra, Deus mudou-me completamente em todos os aspectos. Física, espiritual, psicológica, moralmente. Quando peguei na Bíblia eu falei, esse diabo me humilhou, vou pegar na Bíblia para despertar os meus irmãos. Me lembro que depois de conhecer a Palavra e ser baptizado em nome do Senhor Jesus Cristo, comecei logo a pregar o Evangelho. Não porque sentia que tinha um chamado, não conhecia muito a Palavra, mas porque era um desejo que tinha apenas de despertar os meus irmãos. Jesus disse a Pedro “quando te converteres ajudará a seus irmãos”. Isso foi em 2010/2011.

AF: Desde esse período, o que acha que se tornou diferente na sua vida?
PAG: Olha, vou ser sincero! Tudo na minha vida mudou. Tudo.
Eu mudei em todos os aspectos, não há nada que tenho agora, que penso agora, que vivo, que era parecido ao que vivia. Eu não tinha, por exemplo uma vida religiosa. Eu tinha uma vida de pagão. Bebia, fumava, roubava, me prostituía, andava com delinquentes, com grupos armados, inclusive, já cheguei a me deitar com gays, já tive uma vida muito suja. Então, tudo não minha vida mudou.

AF: Como é que é visto hoje na família e no meio dos amigos?
PAG: Quando comecei a crer, os meus amigos pensaram que eu estava a ficar maluco porque, eu era uma pessoa muito influente no meio deles. Eu tinha uma vida diferente, eu cantava kuduro, tínhamos um estúdio, eu fui um dos fundadores. Éramos dois, os fundadores, mas quando eu decidi me afastar, larguei aquilo tudo, independente do investimento que fiz, era como se fosse uma loucura da minha parte. Se eu pudesse mostrar um vídeo ou algumas imagens, de quando era descrente e até estava para lançar um disco, já tinha até a capa feita e tudo, de repente, larguei. Para a família e para os amigos foi um choque. Para a família, no princípio, foi uma coisa waw…, fulano mudou, deixou de beber, deixou de fumar. Mas quando viram que aquela crença era muito mais além do que uma crença religiosa, começaram a ficar preocupados. Acho que pela graça de Deus, as coisas continuam do jeito que Deus quer.

AF: Como é que aquelas pessoas que estão presas nos vícios da prostituição, drogas, etc, podem se libertar?
PAG: A transformação das nossas vidas, não é porque nós queremos, não porque desejamos ou porque lutamos, mas é porque a graça nos alcança. Se fosse por nossas lutas, uns seriam melhores que os outros. Uns seriam maiores que outros. Se estou aqui até hoje, não é porque fiz algum esforço. Nós nunca vamos conseguir procurar Deus e encontra-Lo, Deus é invisível. É Deus quem nos procura e nos acha. A única forma que as pessoas têm de fazer para serem mudadas toda vez que têm a oportunidade de se encontrar com Deus, porque Deus lhes procurou, é abrirem o coração. Porque a Bíblia diz que “eis que eu estou a porta e bato, se alguém ouvir a minha voz, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele Comigo”. Deus está sempre a bater a porta de todo mundo, independentemente de qual seja a pessoa, raça, género, identidade. Só que muitas vezes nós é que não percebemos. As vezes, nos deparamos com alguém na rua que nos evangeliza, as vezes um spot publicitário nos fala da Palavra. Nós, constantemente estamos a ser alertados de alguma coisa. Até o pecado é um alerta de que estamos no tempo do fim. É Deus nos chamando para vivermos a Palavra. Só que, nós muitas vezes é que não prestamos atenção em Deus. Tabernaculo Casa de Oraçao

AF: O que é que o seu ministério está a fazer nesse momento para ajudar os jovens que estão “desafastados” da Palavra, como aqueles que precisam de uma ajuda para manter a fé?
PAG: Somos, uma Igreja cristã sem compromisso com qualquer denominação religiosa, então, nós não ajudamos as pessoas simplesmente porque queremos ser vistos. A única forma que estamos a fazer para ajudar as pessoas, é mostrar a Palavra revelada. A Palavra sem compromisso com qualquer denominação. Porque a Bíblia diz que “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. A única coisa que liberta a pessoa definitivamente, é a Palavra ver Deus. A Palavra que me liberou, é a mesma que pode libertar qualquer pessoa. Imposições de mais que temos visto, isso é verdade pode libertar, mas é uma cura espiritual ou física. Por exemplo, Jesus orou por Lázaro, Lázaro voltou a morrer. O que nós precisamos é de uma cura da nossa alma, porque estamos em pecado. E a única coisa que estamos fazer, é pregar a Palavra, mostrando a verdade as pessoas. Actualmente trabalho com Deus e com um ministério muito jovem, de muitos jovens, acho que 70 ou 80% da Igreja é toda jovem e o que tenho aconselhado aos jovens para se manterem na Palavra, eles devem ter 3 coisas: amor, sinceridade e humildade.
Amor, porque a principal motivação deles viverem a Palavra é o amor. Não pode ser uma motivação de fama, não pode ser uma motivação de vanglória, não pode ser uma motivação de dinheiro, independentemente de qual seja a actividade dele, o talento dele, o que ele vai fazer, tanto numa igreja local, como numa igreja do ponto de vista geral, no corpo de Cristo. Humildade, porque, se ele errar, se for humilde, terá sempre a amabilidade de aceitar o erro e de corrigir. Sinceridade, porque não terá uma vida falsa. Se ele não gostou vai poder falar, se vê na Palavra, ele vai poder viver. Sincero para nunca ser falso com as pessoas. E nós, não porque é a minha capacidade ou a capacidade do meu ministério, mas porque Deus nos tem alcançado com a sua graça, temos mais de 7 pregadores jovens, dentre os quais Adilson Ambriz que é um poeta – pregador muito jovem, Estanislau, Wilson Lin, Jorge Marcinho Cabinda, Gelson Tota e outros. Estão aqui a pregarem o Evangelho, dando suas vidas para Deus, gastando a sua juventude em prol da glória de Deus. Também temos saído, temos feito muitas obras, que pela graça de Deus, não digo por vanglória, mas Deus nos têm ajudado a fazer essas coisas, temos pregado em todas as cadeias de Luanda, sem excepção de nenhuma. Por acaso pregaremos amanhã numa*, que é na cadeia Hospital Prisão de São Paulo. Muita gente tem crido no Evangelho ainda dentro das cadeias, não são religiosos denominacionais, são pessoas que vivem a Palavra revelada, o Evangelho Pleno, ainda dentro das cadeias e quando saem, têm uma vida santa. Temos exemplos de alguns a volta de Angola toda, que saem, independentemente de qual seja a congregação que frequentam, porque o nosso objectivo não é que eles frequentem a nossa igreja, por acaso nenhum frequenta a minha Igreja.

AF: Além do que mencionou, que outras actividades realizam?
PAG: Hoje realizamos, penso que todas as actividades que vimos na Bíblia e conhecemos até ao momento. Não fazemos concertos, evangelização ou campanhas porque tem um cine, porque tem espectáculo grande, porque tem música, porque não tem música. Independentemente de qual seja o momento, ou o lugar, fazemos campanha, saímos às ruas, evangelizamos, vamos ao encontro das famílias para evangelizar. Nós não estamos interessados em vanglória, em tentar socializar alguma coisa, ou em cristianizar alguma coisa social, socializar a Palavra. Procuramos ir à sociedade, porque a sociedade são as pessoas e mostrar esse evangelho que diz que Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Tudo que Ele falou lá na Bíblia, desde o poder, a santidade, o amor, a comunhão, a verdade, é possível viver hoje, apenas é só crer. Se sairmos por aí, em todos os lugares, nas ruas, nas praças, nos cines, em concertos e não só, pregarmos o Evangelho e mostrarmos a verdade.

AF: O Pastor é poeta e tem outros artistas dentro da sua comunidade. Como é que usam a poesia e outras artes nesse trabalho de evangelização?
PAG: Para ser sincero, a poesia tem sido a arte que usamos com maior realce. Não porque o Pastor da Igreja é poeta, mas porque a poesia tem uma característica própria. É uma das artes em que conseguimos falar da Palavra de Deus de uma forma mais real, mais crua, sem enfeitar. Independentemente se vamos usar uma figura de estilo ou não, podemos pegar a Palavra de Deus. Nós podemos falar exactamente o que está na Bíblia, podemos ralhar o irmão que está na droga. Procuramos fazer isso, porque as pessoas estão perdidas no mundo, precisamos mostrar a eles a verdade. 

AF: Vocês têm um programa que é semanal para levar a Palavra através das artes?
PAG: Temos um programa que é semanal, levamos a Palavra através das artes. Não é um programa da Igreja, não é um programa do ministério. É um programa de irmãos que se disponibilizaram em trazer a Palavra de Deus. Nós, enquanto Igreja, estamos aqui para incentivar as pessoas a viverem a Palavra e não para criar programas religiosos. Porque o nosso objectivo não é criar programas religiosos e ficarmos mecânicos, e as pessoas começarem a fazer as obras de Deus como se fosse um programa da Igreja. Eles vêm para a igreja, ouvem a Palavra é aquilo que ouvem, lhes dá forças para saírem as ruas pregaremos o Evangelho. Por exemplo, saímos para as cadeias e pregamos o Evangelho. Para ter noção, não são só irmãos desta congregação que saem para pregar nas cadeias. Irmãos até de outras congregações, de outras Igrejas que se reúnem connosco e damos oportunidade, saímos e pregamos. Para mostrar que não é um programa da nossa Igreja. Foi Deus que mandou visitar os órfãos, as viúvas, os que estão nas prisões. Eles vêem aqui para aprender a Palavra. E viver a Palavra, na verdade não é na igreja. Porque na igreja, você não vai ser santo, não vai salvar ninguém. Viver a Palavra é lá fora.

Tenho dito aos irmãos, que cristianismo não é dentro da igreja, cristianismo é lá fora. Eles saem para as ruas nas quintas feiras, vão ao Cinema São João, saem as terças feiras vão a várias zonas do bairro Popular, Avó Kumbi e arredores, Cazenga e no sábado estamos no Nova Vida, no domingo no Kilamba, depois do culto. Alguns irmãos, não que a Igreja escala, mas os que se disponibilizam, para levar a Palavra.

O grande problema hoje, irmão Gil, é que as pessoas fazem a obra por mero programa. E é por esse motivo que eles obrigam um incentivo ou nós que estamos a incentivar, somos obrigados a dar um incentivo a mais do que a Palavra de Deus para eles poderem fazer a obra. Temos que lhes prometer, temos que lhes dar uma fama, lhes tratar bem, temos que lhes dar palmadinhas nas costas, temos que lhes falar que você é boa pessoa, temos que prometer um certo factor e são obrigados a se comparar com um mundano religioso que está ali fora e tem um destaque na sociedade. Mas quando eles próprios, conhecendo a Palavra, se disponibilizam em viver, quando o principal motivo de fazer aquilo, é o amor a Deus e as pessoas, então, não tem como ser um programa da Igreja, passa a ser uma motivação pessoal. 37897881_1093221250833803_6090838734733836288_n

AF: Como é que o Pastor explica está corrida aos bens materiais, em que as pessoas sacrificam quase tudo, a honra, a sua dignidade…? 
PAG: O problema, é que há muitos evangelistas, Pastores, cantores, doutores, poetas, que começaram a fazer a obra sem se terem convertido. A questão não é ter talento. A Bíblia diz que dons e vocações são dados sem arrependimento. E o apóstolo Paulo nos ensina que fomos predestinados antes da fundação do mundo. Quer dizer, como Deus nos predestinou antes mesmo de haver um arrependimento, já havia nos colocados dons. A questão não é ter dons, talentos, não é ter vocação. É receber o Espírito Santo.

Jesus, um dia mandou os discípulos pregaremos o Evangelho, estava com eles, mas quando lhes deixou saírem sós para pregarem, disse: “Ficai no cenáculo até que recebeis do alto o Espírito Santo e este vos conduzirá por toda verdade”. O Espírito Santo não se atrapalha, não se confunde, não se materializa, não se converte ao mundo.

Quando as pessoas, saem por aí a pregar a Palavra, correm, atropelam as pessoas, dormem com as irmãs na igreja, sujam os altares, ficam com essa vida material que temos visto, principalmente na cidade de Luanda, essa corrida pelo dinheiro, é por um motivo simples: temos cantores, pregadores, pastores, bispos, diáconos, poetas que nunca se converteram. Uma pessoa convertida é uma pessoa que tem o Espírito Santo. A Bíblia promete que o Espírito Santo vai nos conduzir por toda verdade é toda verdade. Não é metade da verdade. E a Bíblia é bem clara, nós lemos Mateus 10:8, Jesus disse: “Ide por todo mundo, pregai aos enfermos”…, disse aos discípulos fazei isso, fazei aquilo e no versículo 8 disse: “de graça recebestes, de graça daí”.

Hoje, temos observado pessoas que para falar com o Pastor têm que pagar um certo valor, têm que lhe perguntar se dá dízimo, tem ficha na Igreja, isso porque não há conversão, não há Espírito Santo. O Espírito Santo já não conduz a Igreja. Hoje abandonamos o Espírito Santo para sermos conduzidos por um programa político dentro da igreja, o cantor para pregar e cantar para o seu irmão, tem que cobrar, para dar um concerto, tem que cobrar, para lançar um disco tem que cobrar. Não se sente satisfeito em pegar no dinheiro dele é investir na obra. Não se sente satisfeito em se sacrificar em prol do Evangelho. Nós vimos lá os heróis da fé que foram crucificados, foram pisados, João Baptista preferiu ver sua cabeça a ser rolada do que agradar aquela multidão, se socializar. Pedro que foi perseguido, mas você vê Judas, vendeu Jesus e não foi perseguido. O Evangelho é uma questão de sacrifício. É quando as pessoas saem por ali a correr pelo dinheiro, é porque nunca se converteram.

AF: Podemos dizer que a Igreja tem uma parte da responsabilidade do estado actual da sociedade? Temos uma sociedade onde acontecem muitos crimes, famílias destruídas, acusações de feitiçarias que levam algumas pessoas à morte.
PAG: Não é dever da Igreja criar algum mecanismo ou alguma instituição social para ajudar, primeiro. Porque Deus não mandou a Igreja se socializar. Nós aprendemos em Marcos 16, que Jesus disse: “ideia por todo mundo pregai o Evangelho” e não socializa as pessoas. Agora, o estado da sociedade, é culpa do pecado. Isso tudo só existe por causa do pecado. Do ponto de vista mais liberal da nossa sociedade, vou dizer aqui com muita dor, muita tristeza, infelizmente, muitas igrejas têm colocado o nome de Deus na lama, têm sujado o nome de Deus.

Temos observado pastores, por exemplo, há tempo, penso que viste no telejornal aquele pastor que foi preso porque se meteu numa vida suja, o pastor que foi preso porque violou, porque sequestrou outro pastor, tudo isso por causa do dinheiro. Irmã que foi para igreja, ela é uma mulher que já saiu do mundo para procurar a salvação em Deus e foi para a igreja porque é a casa de Deus, chegou lá foi violada pelo pastor, teve um relacionamento com o pastor, enfim, são coisas que até saem no telejornal. E nós sabemos essa realidade de Luanda, sobretudo, que estamos a viver, isso tudo foi provocado pelos mundanos, não só pelas pessoas de má fé, mas também, por muitos homens que nunca se converteram e que se introduziram, porque a Bíblia diz, em Timóteo 3, que se introduzirão alguns que apostatarão da fé, tendo doutrinas de demónios.

E temos observado isso, eles separam famílias, destroem lares, dormem com as nossas irmãs, nacionalidades duvidosas, identidades duvidosas e vêm para a cidade de Luanda com objectivos materiais, a procura de melhores condições de vida, chegam aqui destroem completamente a nossa sociedade. É claro, se observarmos isso, uma boa parte da culpa está nos pastores que são de igrejas que vêm aqui na forma da religião simplesmente para destruir. Vou dar um exemplo, estamos a pregar em todas as cadeias de Luanda, na CCL, por causa de uma mulher que entrou lá que colocou droga no preservativo e colocou nos órgãos genitais, nós que estamos a levar a Palavra somos revistados até a última roupa do corpo. Em Benguela, um pregador ou que se fingiu de pregador, meteu a arma dentro da Bíblia. Chegam com a capa de religiosos e mancham completamente o nome de Deus. São mundanos, espíritos corrompidos que chegam simplesmente para destruir o nosso trabalho de levar a Palavra, de levar a salvação as pessoas.

AF: Nos últimos tempos fomos surpreendidos com uma associação de gays. Igreja está a faltar na sua missão por isso é que a sociedade está ficar muito aberta a esses fenómenos?
PAG: A Bíblia diz no livro de Mateus 24:36, “como foi no tempo de Noé, assim será no tempo do fim”. Nos dias de Noé tinha muito pecado até que Deus olhou para a terra, a Bíblia diz “Deus arrependeu-se de haver feito o homem”.

Na verdade, é parte do plano de redenção. Os filhos de Deus serão salvos, mas é uma profecia. Todos os pecados que a Bíblia diz que vão acontecer nesse tempo, têm de acontecer. E o mundo não vai melhorar, o mundo só vai piorar, piorar, mas não é dever da Igreja se associar com o mundo porque o mundo piorou, porque o mundo evoluiu na forma dele de pensar. Os gays, são parte da profecia do tempo do fim, a Bíblia diz em Lucas 17:28-32, “E como foi nos dias de Ló, assim será no tempo do fim”. Diz em Judas, que só tem um capítulo, que “Como foi lá nos dias de Sodoma e Gomorra, assim será no tempo do fim”.

Como é que foi nos dias de Sodoma e Gomorra? Se voltarmos a ler Genesis 19, os 2 anjos que visitaram Ló para pregar o Evangelho, para despertar Ló, para lhe tirar daquela cidade onde tinha muito pecado, a prostituição era tão elevada que os homens já não tinham mais prazer nas mulheres. Eles estavam a procurar homens iguais para se deitarem, foram até a casa de Ló, disseram: queremos que tires aqueles homens que entraram em sua casa. Queremos nos deitar com eles. E Ló, falou não. Eu tenho 2 filhas virgens. A Bíblia diz que aquelas mulheres eram noivas e podiam se casar. Ló ofereceu aquelas virgens para se deitarem com os homens e eles disseram a Ló que queremos os homens que entraram em sua casa.

Os gays são um sinal verídico do tempo do fim, a prova de que a vinda do Senhor está muito próxima. A Igreja não pode se falar com isso. Toda Igreja que se cala com isso, e tenta aceitar porque, não… ele já é assim, é a forma dele, temos que entender, a sociedade evoluiu …, essa Igreja não conhece Deus, não conhece a Palavra, nunca recebeu o Espírito Santo. Toda Igreja que conhece a Palavra, respeita Deus, sabe que Deus só formou 2 géneros. Deus só fez Adão e Eva. Não fez Adão e Eva e depois colocou outra pessoa no meio. Não. O próprio Deus disse que quando o homem procurar outro homem como aconteceu lá no tempo de Sódoma e Gomorra, é a prova de que estamos no tempo do fim.

Em tempos, no mês de Junho, a instituição que representa os gays em Angola foi legalizada, eu acompanhei as notícias e actualmente já será crime até pregar que os gays são gays. Não é culpa dos políticos, porque não são cristãos, estão apenas a viver, a cumprir o lado errado da profecia. Mas é culpa das Igrejas ao não pregaremos contra isso. Nós como Igreja temos obrigação de pregar contra isso porque tem filhos de Deus ali perdidos, sendo humilhados pelo diabo e Jesus disse “ide ao mundo pregai o Evangelho”. E Paulo disse “Não vos conformeis com este mundo”. É nunca devemos nos conformar por mais que o mundo evolua, piora decresce, nós nunca podemos evoluir, nunca podemos nos conformar. Não a nossa Igreja, não o meu ministério, mas a Bíblia não concorda com isso e nós concordamos com tudo que a Bíblia concorda.

AF: Que exortação o Pastor deixa a sociedade, a Igreja angolana?
PAG: Devemos ser mais humildes. Porque o grande problema hoje, é que nós não aceitamos a verdade. A falta de humildade tem levado as pessoas a pensarem que são os donos da verdade. Exemplos, rádios que não vou citar os nomes, nos fecharam as portas por ter pregado a verdade e tudo mais.

O conselho que deixo a Igreja, está em Romanos 12 “Não vos conformeis com as coisas deste mundo”. Dizer também que Deus, nunca levantou uma denominação religiosa, Deus levantou só a Igreja cristã no dia de Pentecostes. Independentemente de qual seja a Igreja, denominação, pessoa, devemos sempre nos firmar na Bíblia Sagrada. Porque é o modelo dos cristãos, é a única coisa que temos neste mundo que é absoluta.

Quero dizer a todos os Pastores, todos os crentes de Jesus Cristo, não defendam a doutrina da Igreja, não defendam uma doutrina em particular, a Bíblia diz no livro II Pedro 1:20, que nenhuma profecia é de particular interpretação, mas todos nós devemos ter a mesma crença, falarmos a mesma linguagem que Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje eternamente.

 

*A entrevista foi realizada na quinta feira 25 de Julho

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Gil Lucamba

Jornalista, Gestor de Mídias Sociais. Fundador do portal de notícias Arautos da Fé.

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