Unidade sim. Uniformidade não

Há muito que se fala da falta de unidade no seio dos artistas cristãos. Tal preocupação não é vã, pois estamos a falar de artistas cristãos, que têm por responsabilidade, atrair almas e manter unido o corpo de Cristo. 

Evento é dirigido a pessoas interessadas em comunicar com a sociedade, divulgar produtos ou eventos nos médias. (Foto: arquivo)

Diversidade de dons e talentos deve ser aproveitada para impulsionar crescimento da música gospel (Foto: arquivo)

 
O problema, e talvez seja por isso que a unidade se mostra cada vez mais distante, é que alguns promotores da “unidade”, promovem na verdade a uniformidade. Isto significa, que os seus esforços, são no sentido de verem todos os artistas numa só linha de pensamento. Está errado.
 
Mesmo no meio cristão, devemos sempre promover a liberdade de expressão, de criação, pois estamos a falar de arte, que nada mais é, se não, a manifestação de sentimentos, ideias, usando habilidades singulares, para chamar a atenção/atrair pessoas. Deve-se sim, isso é inegóciavel, ter obediência estrita ao que orientam as Sagradas Escrituras. Chamo atenção, para uma confusão presente na cabeça de muitos artistas, que procuram certos detalhes nas escrituras e quando não os encontram, sentem-se livres para em nome de Cristo promoverem até a imoralidade. 
 
A Bíblia, não é um livro que regula ao detalhe tudo o que o cristão deve fazer. Dá liberdade de escolha mas, exorta que “nem tudo convém” aos que foram “santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus”. 
 
Como o corpo humano que é formado por vários membros com distintas funções, interligados e coordenados pelo cérebro, deve ser a unidade no seio dos artistas. Pensam e expressam-se de diferentes modos, trabalham em torno de um único mestre – Jesus Cristo – a quem devem obediência e devem se esforçar para alcançar os objectivos por ele definidos: “fazer discípulos de todas as nações…, ensinando-os a guardar todas as coisas” que Ele mandou. E Ele fez uma magnífica promessa: “…estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”
 
A unidade é um processo que deve ser seguido com persistência e orações. Tem os seus desafios, como sempre teve desde os mais distantes tempos. Pois, sempre existiram “cristãos” com interesses contrários aos de Cristo. 
 
O grande desafio que se coloca às mãos dos promotores da unidade, é o ensino. É necessário recorrer ao meios possíveis e disponíveis para ensinar verdadeiramente a Palavra de Deus e inspirar os novos artistas, com a sua diversidade de dons, a serem verdadeiros embaixadores de Cristo.

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Gil Lucamba

Jornalista, Consultor/Gestor de Mídias Sociais. Fundador do portal de notícias Arautos da Fé.

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