Obsessão pelo sucesso vai matar o teu ministério

Recentemente um artista que procura promover o seu trabalho, procurou por mim, queria ajuda para concretizar os seus intentos.

fama

Tal como faço com outras pessoas que procuram pelos meus préstimos, conversei demoradamente com ele para compreender se conhecia bem o ministério de louvor, ou se era mais um, que procurava na Igreja facilidades que no mundo ainda não achou. 

Como jornalista, gosto de conversas animadas, por isso, coloquei-lhe questões “profundas” para avaliar o quanto conhecia o “métier”.

Como não gosto de criar ilusões e avaliando o que ele me disse, prontamente aconselhei-o a considerar um tempo para se dedicar a Palavra e falei-lhe de pessoas muito afáveis, experientes, que lhe ajudariam a alinhar os seus propósitos pessoais aos do ministério.

Convicto, lhe disse que alcançaria muito sucesso se além de aprender técnicas, se dedicasse a uma vida de oração e meditação. Aí a conversa ganhou outro rumo. O irmão me perguntou porque é que os músicos seculares alcançam muito sucesso sem se dedicarem à oração e meditação e aos músico gospel, se lhes pede isso?

Confesso que, momentaneamente, fiquei desnorteado. Pensei, como pode um artista dito gospel chegar a este nível! Respirei fundo e novamente pensei, isso reforça a minha ideia de que ele não está preparado para o ministério.

Talvez essa seja a dúvida de muitos artistas “gospel” que dia e noite aguardam que o sopro do Espírito Santo lhes projecte para o andar da fama, lá onde (alguns) pensam encontrar oportunidades, dinheiro e concubinas, etc.

Pra mim não é problema que um cantor/cantora aspire pelo sucesso. Problema é quando o artista gospel ou ministro de louvor, como também é chamado, fica preso ao desejo de fazer sucesso de padrão secular e acaba ignorando aspectos básicos do seu ofício.

Mas, isso tem explicação: os média (mídia), em parte são responsáveis por colocar na cabeça das pessoas essa obsessão pelo sucesso e sucesso imediato. Promovem tanta futilidade que acaba sendo o padrão de vida para muitas pessoas, inclusive as que se dizem cristãs.

Por outro lado, falta de conhecimento e também de interesse em adquiri-lo, leva muitos artistas a começarem projectos artísticos inspirados em figuras seculares muito mediatizadas. Tais figuras, nada mais exibem senão a nudez, promiscuidades sexual, bebedices, mesquinhices, etc, como seu modo de vida. Para se manterem na boca das povo, muitas até arranjam escândalos atrás de escândalos.

Não deixo a mínima margem para a dúvida, o modelo secular de sucesso para a música gospel não serve.

O músico gospel é um disseminador de valores cristãos (se não é deveria ser), a sua missão não é entreter. Por não perceberem bem a sua missão, muitos, têm caído no erro, importando a fórmula de sucesso secular. Só sentem satisfação quando são seguidos por multidões que os idolatram. Seguem as tendências seculares da música e moda. Relativizam a Palavra para torna-la mais atrativa aos ouvidos dos seus seguidores e cantam heresias. 

Um músico gospel, pode e deve trabalhar para a busca constante da excelência, pode usar usar os meios de comunicação para divulgar o seu trabalho, mas deve lembrar sempre, que a sua missão é fazer pregar a Palavra e discípulos como foi comissionado pelo Mestre (Mat. 28:18) e não fãs ou contribuintes para a sua própria causa. 

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Gil Lucamba

Jornalista, Gestor de Mídias Sociais. Fundador do portal de notícias Arautos da Fé.

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