“É lamentável o que se vê no seio dos músicos gospel”

 

“A relação entre os músicos gospel. Há ou não união?”, foi tema de um debate promovido, ontem, pelo programa Harpa da Radio Escola, emitido todos os domingos, das 7 as 9 horas.

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O promotor de eventos, Francisco Coelho, afirmou que não existe união entre os músicos gospel e referiu que alguns publicitam uma união de “fachadas”.

Segundo ele, no seio dos músicos há muita fofoca e ódio. O Pai da Motivação como também é tratado, disse que alguns músicos não compreendem que cada um tem o seu momento e lamentou o facto de um músico no camarim, falar mal do outro que está no palco, “no caso aquele que desperta e comove os presentes”. 

Apontou ainda o facto de alguns músicos, sentirem-se mais espirituais que os outros, o que não é bom, disse. “A quem acha que o outro que sobe no palco é ímpio e ele é mais puro. É engraçado, o que fala de ímpio ao outro é também músico. Torna o ambiente não salutar ”.

Aos músicos aconselhou a serem humildes, a aprenderem a reconhecer “a pessoa que lhes estendeu as mãos” e em particular aos “mais velhos”, exortou a terem “a postura e posição de mais velhos”.

O músico e produtor Missionário Levy, apontou como causas da falta de unidade, o “excesso de personalidade espiritual” – músicos há, que dizem que a sua lista de convidados para a actividade, quem revela é Deus. “Faço a minha oração, aparece um anjo e fala o nome dos que vão cantar no meu show”.

A sede insensata sem limites pela fama” – há quem atravessa tudo e todos, porque quer ser famoso. “Inveja, orgulho, falta de espírito de inter-ajuda” – o que parece união entre nós é hipocrisia. 

Levy sublinhou que o foco dos músicos gospel deve ser o Evangelho. “Vamos reconhecer e apoiar os novos talentos, comentem mensagens boas dos vossos irmãos nas redes sociais, respondam as mensagens dos outros. Não sois mais importantes que os outros, comprem CDs e participem em show, mesmo que não sejam convidados, só assim, conseguiremos basificar a união no gospel.”

Presente no debate, esteve também o músico Gonçalves Diogo, para quem até certo ponto existe união. “Não conforme nós gostaríamos. Destacou.

Gonçalves afirmou que existe “resistências em certas igrejas” e recuou no tempo para dizer que havia momento em que, quem fosse da igreja W, não ia à igreja K. Os pastores, segundo ele, não recebiam músicos doutras igrejas. “Vencemos em alguns aspectos e precisamos melhorar. Devemos melhorar no aspecto ligado a compra de disco do colega, assim, poderá fortalecer quem estiver a vender o respectivo disco.” Essa prática, lamentou, ainda não é constatada no seio gospel.

Gonçalves Diogo disse também que os músicos precisam de se capacitar. “Precisamos ser discipulados. O nosso trabalho é conquistar almas para Deus.” Estando no palco, observou, “devemos colocar na mente que a glória, louvor e honra é para Deus”. 

Pediu que os músicos evitem o exibicionismo e procurem conhecer o que cantam.

O jornalista e administrador do portal Arautos da Fé, Gil Lucamba “Esanju”, lembrou que a unidade no seio do povo cristão, já é discutida há bastante tempo e disse haver gente no meio gospel, que só vê o mercado. Pelos frutos, os conhecereis, ressaltou.

Para o jornalista, é importante que as igrejas apostem no ensino verdadeiro da Palavra, pois acredita, que se alguém for bem treinado na sua igreja, quando sair, vai reflectir os ensinamentos que recebeu. 

No gospel, apontou, os interesses, são diversos. Há quem está ali porque descobriu que é um mercado, também, existem aqueles, que estão para servir, sendo verdadeiros missionários.

No debate, Esanju, disse também, que no meio artístico há a impressão de que é melhor, quem fala muito. “Nós, queremos testemunho do que falam e cantam”, sublinhou.

Sobre a unidade, disse não significa que as pessoas devem fazer tudo da mesma forma, mas trabalhar juntos pelo objectivo comum. “Qual é o foco enquanto músico gospel? Asso-música, pode ser considerada como o ponto de convergência dos músicos.

Exortou ainda os “músicos sérios” a evitarem “gospelizar tudo, para que não se banalize o Evangelho. É necessário ajudar a corrigir certas coisas, referiu. “Nem tudo é gospel” e pediu que se evite o Kuduro gospel.

Ao finalizar, disse que é importante que haja crítica no meio artístico e humildade para se aceitar o erro. “Só assim, as pessoas podem crescer”.

O debate conduzido pelo jornalista Luís Capoco “Aquele que fala pouco”, contou com a participação por mensagem dos ouvintes.

Fernando Francisco, disse que se há união, não é notável, enquanto que ouvinte Zolano defendeu que há união porque todos louvam a Deus.

Já António Kalala, afirmou que não existe união e que alguns quando atingem a fama, deixam de ser humildes. Para o ouvinte Luís Casimiro, é lamentável o que se vê no seio dos músicos gospel. Muitos, afirmou são autênticos candongueiros. O músico Bambila, foi o visado na mensagem do ouvinte.

 

 

 

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