Abel Mande

Ouvindo, vendo e vivendo, aprendeu a viver a vida

Nasceu no dia 2 de Julho de 1984, na província de Benguela, que situa-se na faixa litoral de Angola, no meio de uma família cristã, originaria da província planáltica do Huambo. Baptizado com o nome de Abel Chandamissa Mande, no seio familiar é tratado por Nato.

Como muitos jovens, viveu perdidamente nos prazeres do mundo, mas como poucos, conseguiu reencontra-se com Deus e, hoje, usa o seu testemunho para resgatar almas para Cristo.

A mais de 10 anos vive na província de Luanda, onde a princípio estaria só para fazer o ensino superior, mas as circunstâncias da vida o levaram a permanecer na cidade capital.

Licenciou-se em Arquitectura na Universidade Privada de Angola – UPRA. Por pouco tempo trabalhou no neste ramo,  é na área de gestão que trabalha actualmente.

Desde 2010 lidera a juventude da Igreja Assembleia Pentecostal internacional da Paz. E trabalhar com jovens ajudou-o muito a aprender a conviver com eles e a valoriza-los. Pretende terminar ainda este ano o seu mandato para dar oportunidade a novos talentos.

É uma pessoa de trato fácil, introvertido para uns e para outros extrovertido. Lida com outras pessoas em função do carácter da destas.

Quando está triste, encontra consolo em Deus. E uma das passagens bíblicas que muito lhe encoraja encontra-se no livro de João, capitulo 16, versículo 33, quando Jesus estava preparando a sua ida para o céu e estava a confortar os  seus discípulos dizendo que no mundo passareis por aflições, mas tende bom animo, Eu venci.  A música também tem desempenhado um papel muito importante no seu fortalecimento espiritual.

Sonhador, Abel, deseja futuramente dar aulas e contribuir para o desenvolvimento económico, social e espiritual de Angola.  Constantemente capacita-se, por meio de cursos de pequena duração e tenciona fazer em breve o mestrado e o doutoramento.

Abel Mande

Uma infância brilhante

Cresceu em Benguela e teve uma boa infância. Aprendeu a sentar-se a mesa com os pais e quando isto não acontecesse apanhava um castigo.

O facto de ter perdido o pai muito cedo, influenciou negativamente a sua vida. Envolveu-se com drogas e do álcool e, atravessou um período de muita turbulência na relação familiar.

Hoje, na idade adulta, entende o papel de um pai na família e dá graças a Deus, por ter recebido princípios cristãos ainda na infância, pois isto ajudou-o a reencontrar-se com Deus, depois ter-se desviado do caminho dEle.

Invertendo a marcha e recomeçando a caminhada

Abel Mande foi baptizado na Igreja Evangélica Congregacional em Angola – IECA, cresceu e fez parte do coro, ainda na província de Benguela. A morte do seu pai criou muitos transtornos na sua vida, mesmo com várias tentativas da mãe, que não se cansava de orar por ele, que já levou Pastores para intercederem por ele. Chegou a ser tido como um caso sem solução.

A família havia perdido a esperança na sua recuperação dos vícios em que havia mergulhado, era tido como uma má influencia. Por várias vezes voltou da discoteca embriagado, drogado e encontrou a sua mãe de joelhos orando por ele. Em muitas ocasiões dormiu enfrente a porta de casa, tudo porque não conseguia abri-la. Já dormiu na banheira e acordou  no quarto da sua mãe ou num outro quarto.

Depois de se desviar do caminho de Deus, Nato viveu apaixonadamente os prazeres do mundo. Gostava de frequentar discotecas e chegou a ser dançarino.

Mas entre 1999 e 2000, um encontro casual com um amigo de infância viria a mudar o rumo de sua vida. O amigo, aproximou-se de Abel, que estava com outros amigos e disse-lhe algumas palavras, que tocaram profundamente o seu coração. “O maior pecado que cometes, é este! conheces a Palavra e ainda assim vives no pecado.”

No memento, Abel e os amigos, zombaram do jovem por proferir tais palavras. Saíram daquele lugar e dirigiram-se para um restaurante, a fim de se divertirem. Enquanto permaneceram no restaurante, nenhum amigo percebeu que um espírito tomara conta de Abel. Cada copo de fino que bebia, aquelas palavras vinham a sua mente.

Saiu do restaurante perturbado, estado que perdurou por toda noite. No dia seguinte procurou pelo amigo para lhe dizer o quão incomodado estava. Falou-lhe também, que não parava de tremer e o seu coração batia aceleradamente, desde o momento em que ouvira a chamada de atenção feita pelo amigo.

O breve encontro entre os dois, produziu bons resultados. Abel pediu ajuda e orientação ao seu amigo, que respondeu positivamente. Ali começou uma nova caminhada com Deus.

Como o bebé que começa a engatinhar, ou a criança que aprende a andar de bicicleta, teve quedas, mas teve sempre a ajuda do amigo, quem considera que foi muito paciente consigo.

Depois de se reconciliar com Deus, não voltou para a igreja dos seus pais, que é a IECA. Passou a frequentar a igreja Assembleia Pentecostal do Monte Sinai, da qual o seu amigo era membro.

Na altura os jovens não subiam no altar. Tudo que podiam era cooperar nos departamentos pequenos, teatro, no coral. Entrou com muita energia e começou a cooperar em quase todos os departamentos.

Terminou o ensino médio e queria fazer a faculdade. Mas na altura não tinha o curso de arquitectura em Benguela, que era da sua preferência. Então, a única possibilidade que tinha era de se deslocar para Luanda. Em Luanda tentou entrar na Faculdade de Arquitectura mas não conseguiu.

Viajou para Windhoek afim de estudar inglês e depois continuar os estudos na a África do Sul. Ficou lá algum tempo, mas, visto demorou tanto que perdeu praticamente um ano.

Regressou a Luanda, mas as aulas já tinha começado. Por uma feliz coincidência encontrou-se com a irmã de um antigo colega, com quem estudou em Benguela e estava em Cabinda a estudar arquitectura. Pediu o número de telefone deste, ligou para saber se em Cabinda havia um lar. Recebeu a confirmação de que havia e viajou para lá, mesmo sem o apoio da sua mãe e dos familiares, por causa de histórias que tinham ouvido de Cabinda.

Partiu com a intenção de fazer o primeiro ano da faculdade e depois regressar a Luanda e dar continuidade ao estudos. Mas gostou da província, ficou até o quarto ano. No quarto ano da faculdade,  teve muitas dificuldades de professores, de tal maneiras que terminou o ano com quatro cadeiras apenas. Então decidiu pedir transferência e voltar para Luanda.

Mas, três anos antes, quando chegou na província mais a norte de Angola, tinha se filiado numa igreja local. Houveram alguns problemas na igreja e com alguns amigos, decidiu sair. Começaram a cultuar noutro lugar e o grupo foi crescendo e depois precisou se filiar numa igreja.

Pediram a Deus, para que os orientasse em que igreja se filiariam. Mas depois apareceu alguém  que era membro da Assembleia Pentecostal Internacional da Paz, falou-lhes desta igreja. Contactos foram efectuados com o seu líder, Pastor Bruno. Este, viajou para Cabinda e filiou o grupo a sua igreja. Isto aconteceu já no último ano da permanecia de Abel na província.

De volta a Luanda, começou a cooperar na igreja do pastor Bruno e em menos de um ano começou a trabalhar com a juventude,  na qualidade de vice líder. E já em 2010, tornou-se líder da referida comunidade.

Nos seus anos de liderança, viveu bons e maus momentos. Houveram vezes em que pensou desistir, inclusive já chegou a falar com os seus líderes. Mas estes desafios, fizeram dele um homem mais forte e mais capaz.

Hoje, apesar de ter muitas actividades, procurar geri-las de formas a ter tempo para Deus, família e para os amigos.

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