Irmão Tchivela: “É preciso que os fazedores deste estilo trabalhem mais”

De sua graça, Celestino Venâncio Tchivela, é um jovem de vários talentos. Músico, Jornalista e Realizador, nasceu  do Huambo, no dia 05 de Dezembro de 1972 e reside actualmente no município de Viana em Luanda com a sua esposa, com quem está casado a 18 anos e é pai de sete filhos.tch

Em entrevista ao portal Arautos da Fé, partilhou momento da sua caminhada como músico gospel e destacou a unidade no seio dos músicos para que a música gospel feita em Angola possa ultrapassar as fronteiras. O papel que este portal tem desempenhado, mereceu também a  atenção de Tchivela, que acredita que o Arautos da Fé, tem contribuído de forma significativa para a expansão e divulgação dos artistas e do evangelho.

A entrevista foi conduzida pelo repórter Francisco Tchicundia.

Arautos da Fé: Qual o nome do grupo que fundou?

Celestino Tchivela: Olha o meu grupo chama-se Hebron e foi fundado em 1996. É composto por 3 elementos, um deles é o nosso kota Augusto Barraca guitarrista com quem trabalho a longos anos na cidade capital. O meu colectivo tem estado a contribuir de forma significativa para que as nossas actividades possam decorrer sempre constrangimento.

AF: Quando que começou a trilhar no mundo da música sacra?

CT: Olha comecei em 1996, mas o sonho só foi possível em 1988 com o lançamento da minha primeira obra discográfica ainda naquela época em cassete, dai nunca mas parei. Foram sucessos a trás de sucessos.

AF: Quem escreve as músicas do teu grupo?

CT: Olha, as músicas do meu colectivo são totalmente diversificadas, mas também faço as minhas composições com ajuda dos meus colegas. O trabalho em equipa tem mais harmonia.

AF: Que avaliação faz da música gospel feita por angolanos?

CT: É preciso que os fazedores deste estilo trabalhem mais no sentido de trazer a qualidade desejada. E muitos deles não estão unidos de formas que a música não avança. Seria bom, que as produtoras bem conhecidas no país, podem-se unir todos os fazedores deste estilo musical. A maior parte deles, queixa-se da falta de apoios financeiros. Então, onde andam empresários?

AF: Já tem um trabalho em estúdio?

CT: Estou a preparar o meu o terceiro trabalho discográfico mas, desta vez vem a solo. É um desafio que implementamos no seio do grupo, não tenho ainda uma data específica mas, sairá que brevemente.

AF: Quantas faixas musicais terá e como vai se intitular?

CT: Estou a pensar em dois temas sugestivos “ Ame la Yesu”, Eu e Jesus”. Mas, ainda está em estúdio.

AF: Quem admiras no mundo da mundo da música gospel?

CT: Ninguém a não ser Deus.

AF: Já é possível viver da música em Angola?

CT: Na minha humilde opinião o digo que não, mas os grandes nomes da música gospel sim.

AF: Também és de opinião de que a música feita por angolanos deve ser tocada no estrangeiro a exemplo da irmã Ludmila Ferber, Brasileira que faz muito sucesso em Angola?

CT: Sim com trabalho bem feito ou seja boas composições poderemos chegar além das nossas fronteiras. É só termos confiança naquilo que fazemos.

AF: Com muitas ocupações que resta tempo para cuidar da esposa e dos filhos?

CT: Sim! A família joga um papel muito importante porque ,sem ela jamais seria o homem que sou.

AF: Que mensagem deixa aos cristãos de mundo e em especial os de Angola?

CT: Adorar em primeiro lugar Deus e consumir mais música gospel.

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